Oh! Darjeeling
Já não consigo desembaralhar o carteado colorido, desfazer seu nome em mil pedaços,
fazer juras de amor ou querer que desapareça como registro desnecessário.
Sei lá que me dá, essa noite,
ao pensar em distância, proximidade,
certeza, perdição,
não penso em nada com sua cabeça apoiada em meu ombro, agradada,
mergulhada num mar de prazer.
Se um dia quis te deter mil e uma noites e te transformar no que queria,
tal como se fosse igual, mas diferente,
Se um dia tivessemos sido tintos, ou azuis,
e um triângulo contasse até nove e me pedisse que fosse diferente,
eu nunca teria sido outra coisa.
Não existe grandeza maior pra um coração quente que a possibilidade de se levar
pelo mundo, pelo que se avista, pelos desejos, por tudo que diz respeito ao encanto de desconhecer o final,
mesmo sabendo que uma hora vai acabar, e nunca é tão bom quando acaba, mas quando começa e recomeça e segue.
Melhor deixar ser, estar, e o que um dia foi consolo, vira sorriso,
e mesmo não querendo ser vítima dos próprios anseios, seja,
e viva, cheia de si, porque tudo muda quando sopra o vento
a mando do tempo:
destino.
