Thursday, November 29, 2012




Oblivión:

- soy raro, vós

- sí. y ¿que pasa?


….

Eram quase duas manhã quando ela abriu a porta e o convidou pra entrar,
estava de penhoar, atravessou o pátio florido e lhe ofereceu algo pra tomar,
- sí, alcoolico,
misturou zumo de naranja,  hortelã, três gelos e mexeu,
pôs em suas mãos, perguntou que tal, estava bom, mas ela não se deixou convencer,
disse que àquilo era fanta e não zumo.

Já havíam passado pelo quarto, logo foram pra sala, ela partiu pra cozinha e pediu pra que não a seguisse,
saiu lá fora pra pendurar as roupas, estava com os cabelos mojados,
voltou e foi pro quarto, pediu pra que permanecesse na sala,
mas enquanto se vestia, ele cortou o barato e entrou, pronto fue echado
e novamente encontrou seu drink.
...já de volta, ela lhe disse que parecia nervoso,
vai ver estava,
pegou seu drink e tomou.

Tinham se esquecido de algumas coisas ao longo do tempo e pelas impressões,
sí, estavam cambiados,
a querência, não.

Elogiou suas mãos enquanto sorria, 
levantou a masajear las espaldas, que dolian e
atravessando suas costas y tocando la piel con propriedad
pôde ver los senos pela fenda da vestimenta até que em determinado momento.
não se sabe ao certo como, estavam atracados.


Entraram no quarto, tiraram as vestes e
acenderam o abajur anaranjado y ¡la pegación!  iniciaron
Pouco há de ser dito, nada mais fazia sentido,

una música de toques, mordidas, arranhões e lambidas
una música de violência, explosão e rompimento,
una música de falta, afeto,
fricção de claros e oscuros,
baixo clero e agudos,

lindo tema duma noite portenha.

……

(ela)

Deu-lhe um ramo de flores vermelhas
feitas de um guarda-chuva de enfeite
resignificadas em pedaços de afeto
num drink de laranja, gelo e hortelã.

……..

(ele)

Deixou-lhe as flores e um bilhete
pedindo pra que as regasse diariamente com água de mel docinho,
assim o coração seguiria batendo con vitalidad  e que volte logo,
a verla numa hora dessas.

……….

bandoneon
cello
piano
y bajo

.......

--pietra y blanco--

 :

encantamiento roto:

le falta confianza,
su corazón está roto.

𝄞

encantamiento resurgido :

no le falta nada,
su corazón está rellenado.

....

Todos te querem,
mas o que quieres,
¿usted?

……….

caminante del infinito   

...........

Tuesday, November 20, 2012




….


Alaranjado

…

Todos pecados, pudores, miudezas
Todos narcisismos, esconderijos e auto afirmações,
Todas leituras, interpretações e conclusões momentâneas,
Todas contradições, exemplos, tolices e doses de sabedoria,
Todo todo, tolo do todo, lodo do tolo, todomundocabenumverso
e é isso que digo, posso dizer e venho dizendo.

Todos olhares contidos, todas vozes caladas,
todo assovio, toda prosa, todo pilantra, 
indivíduos parecidos com tudo e nada como se fossem o mesmo,
sendo outro; como se outro fossem, sendo mesmo, e se esmiuçando, 
tendo em posse números, 
livros, discos, amores e cartas de emprego, falência moral,
bajulação intelectual, dominação, fantasias e realizações, 
# etnias de paus e bucetas, cus e freud ou jung, 
qualquer coisa pra se justificar:
tanto faz, pega na minha mão e vem, acabou o passeio por hoje.

….

Agora de noite eu li algo de bom, reli e fiquei bem, (ou)vi você
escapando do cuspo soltando bolinhas de baba sem uma razão que eu possa traduzir,
suponho só que seja da sua natureza_
[martelo, medito, reflito, atento]
veneno.

Você não justifica, eu não pergunto,
sou assim sem querer, sendo,
mas te admiro, fique sabendo e rimo
curtindo as diferenças
prefiro assim, pra mim
im
e você, um tom que não existe,
mas acabei de inventar
duma cor opaca
que esquentei num pote de vidro
e escorreu como lágrimas amarela
das
de um azul grego.

Ouça só:

Vamos seguir inventando palavras, assim a vida passa mais massa,

bjo.

---- amar sem desgraça o cangote da flor da toalha e seu caule. 

Tuesday, November 13, 2012


la meduza.



As pessoas procuram pela solidão apoiando os cotovelos nos parapeitos das janelas e olhando por ela como se buscassem respostas, mas não há perguntas, somente cansaço. Melhor pegar chuva do que enfrentar o trânsito, bom é morar perto do trabalho, queria ser famoso, queria te dinheiro, queria casar e ter filhos, queria me livrar de tudo. Inalamos fumaça pra respirar, corremos sempre nos justificando e esquecemos o que não se pode justificar, somos contraditórios, frágeis e inseguros; arrogantes, confiantes e ególotras, débeis; contradição, parasitas sociais, fóbicos, neuróticos, psicóticos, narcísicos, maniáticos, dramáticos, midiáticos  e no final nos acotovelamos na janela, partilhando ou evitando a multidão, nos encarando pelo reflexo do túnel enquanto observamos as linhas que levam o trem de um lado pro outro, vida em comunidade,

vicilisação HUMANA. …
                         *****!!

..........


***** vicilisação = você quis dizer civilização, é isso?

você e essas inversões!!!

.....

psfora, você sempre me corrige, mas sempre entende,
compreende? me conhece faz tempo.

eu não quis dizer nada, eu disse.

              
…

trombada por casualidade:

bueiros, ganidos e sujeira, 
outro dia um rato entalou na minha perna,
ambos nos assustamos e corremos -
não soubemos ser amigos, sequer colegas,
não trocamos gentilezas ou mesmo rudes palavras,
apenas nos afastamos como se não quiséssemos ver a nós
mesmos um no outro,

....

________

...

freak,
vc fez barulho ontem a noite, 
ontem vieste a ser um ovo, mas hoje
comporta-se como pinto direito,
postura!

pó pó


::::



......

e seu coração bateu mais vermelho e enrubeceu como pitanga com cor de mirtilho,
e seu figo pulo de baixo pra garganta e desceu novamente,
já o pêssego não é maçã, mas o paraíso permanece,
só dispois consolação,


….

msg de amor ao alvo:

o  ···3

...

joga quem qué,

acerta quem tenta,

erro brincando.



::::

o poeta foncusão solto segue a linha
e logo lodo no estouro da espinha
verde jante no je nto na sua tela 
amarela eita trela
não foi nada,

DANADO.

::::

live water.





___________________


                                            <---->        O


____________________


Sunday, November 11, 2012



....

Pensando bem, já não quero guardar nada,
carregar seu nome pelos mares, pelas rondas,
rotundas memórias esmiuçadas pelos dentes do animal,
ganiço estridente buscando equilibrar-se na natureza 
agressiva do peito, desejo de carne, das vísceras, de um foda,
da baba de sangue nos dentes,
de tudo que não tenha nome, mas devore.

....

e se possa: ignorar a passagem do furacão.


....

mais um CHUVA fazendo poesia e regando o muro.