Wednesday, October 02, 2013

Pulo,

Desejo momentâneo de
(me)
desfazer:

Nada,
Tudo,
ou Oposto
Contrário,
Negação do
Antagonismo,
Protagonista do

mas o quê é mesmo que
?
Quero

Parar o mundo,
de mudo soluço
de peito cansado
de foda e baba

Desejo instantâneo de
desaparecimento,
sumiço
auto-enlatado,
fracasso de intenção
ou sonho mal projetado

Realizo o que posso, se posso,
como posso, mas nada possuo
além da vontade de deitar,
fechar os olhos e voltar pra casa
(repousar).

Estou cansado dessa viagem,
de todas viagens,
bem agradecido e ciente das graças,
sem condenar o mundo que me foi
oferecido,

Sem blasfemar ou desabar em lágrimas,
Sem citar a política, os infortúnios,
Sem condenar os erros,
Senciente, sempre,

(mas) Cansado disso tudo que me foi
dado
e tirado
num piscar de olhos,
tapar de ouvidos,
num tato opaco
de vidro enferrujado,
vermelho
de sangue, vinho, ou marte,

Distante de tudo
que se possa imaginar,

Próximo disso
que não se pode explicar.

Nesse meio caminho,
fio de navalha,
a tentativa de equilíbrio
numa ponta de pé
em cima da lamina que corta
e divide em dois:
pedaço de carne
esse corpo que me enforma,
ar,
essa alma que anuvia.

essa chuva, esse sol,
essa lama, esse drama
trágico,
esse guarda-chuva e
as flores
de barro
que esmaguei com
minha botina,

hoje de manhã.

(lodo)

Nada pensei.
Nem em você.
Nem em mim.
Tudo que calo
e carrego pra lugar
algum.
Prazer,
há de restar
quando chegar em casa
e acordar no paraíso,
sem viagem. sem caminho.
mesmo imaginação.
lá, serei plano.

e pleno.