Tuesday, April 23, 2013



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perder-se é encontrar-se em mil pedaços partidos no solo e juntar os migalhos pacientemente:

pouca coisa pode ser mais bonita que a recomposição daquilo que se quebrou/rompeu
em algo rarefeito e se refaz mantendo a própria essência.

todo ser humano é digno de abandonar o que não precisa carregar, (se) perdoar, olhar pra si, ser humilde e reconhecer quando se equivoca, só não há perdão para aqueles que não se permitem
dar um passo para trás e se recompor sem arrogância ou afetação -

maior pureza que o verdadeiro arrependimento e a busca pela reconstrução não há,
é no consolo que um bom coração dá vazão a luz.

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'histórias das cores do prisma, fragmentos de um coração de papel', editora nullman, 1994,
fabbrizio gofrinni.