Sunday, December 23, 2012





Ela faz as cores trocarem de lugar, e quando olha pra uma coisa escura, esclarece, quando olha pra uma melhor iluminada, brilha ainda mais intensa. Ela faz o rufo peitoral soar mais alto, e ao encostar a cabeça pra escutar, ou segurar no pulso pra verificar o batimento, a intensidade aumenta produzindo um som proporcional a um acontecimento de altura traduzido numa onda grave gigante, bem maior que qualquer coisa que veio antes. Assim, suscetivamente, as percepções que tendem a se acumular e se substituir periodicamente sem maiores alterações, sobressaltam, destacando  a partir de então presença em qualquer nuance, porque as nuances estão aí para provar que nada, nem um minuto, nem um segundo, nem um, nada, é igual a outra coisa, e vivemos quase assim, sem saber direito o que está acontecendo.

Ele sente tudo como mais vasto, e também sente o corpo enraizado, e até mal sente, por não estar acostumado a lidar com sentimento. Ele sente o dia inteiro ela, como uma química invisível, como uma idéia que flutua, leveza de ar como brisa no rosto. Ele nota que tudo faz sentido e se encaixa num quadro maior, feito de peças que não se encontram de acaso e ajuntam naturalmente, uma choupana  quente de cor amarelo alaranjada.





futuro dias deverão,
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Vitamina C, praia, ventilador, areia, livro, violão, deck, praia, chinelo, óculos escuro, biquini, barraca, esquece, esquece, biquini, barraca, Vitamina C, Vitamina C, V C, chinelo, óculos, sol, olhos fechados, brisa, brisa, barulho do mar.


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passados dias, verediam.