high fidelity [ode to joy]
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Penso nela, também penso que não deveria estar pensando nela e nem ao menos queria estar pensando nela. Geralmente essa lógica é inversa, ela pensa nele, um genérico. Mas aqui não, eu penso nela. Não sei porque penso nela, porque em mim ela não deve pensar, não quanto eu gostaria que pensasse. Talvez algo pense, desconheço. E fico a pensar no que ela poderia estar pensando, será que ela sabe o quanto pesa? Desconfio.
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Dizem que pra amar, você tem que estar pronto. Dizem que pra um velho amor esquecer, só amando novamente. Dizem tantas coisas nesse campo, mas coisa alguma significa, por isso desteorizo, desonho, definho e até dessinto: um pouco de tudo.
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Vocês que desconfiam, não desconfiem, compreendam, um amor livre ama sem duração, sem tempo, sem garantia, sem vergonha, sem nada: entreguismo de coração em versinhos e versões, marchinha de carnaval, purpurina e língua de sogra no meio do salão.
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Vamos nos deixando por aí, em partes, eu mesmo deixei de ser e poderia conjunturar que agora sou o que resta, mas, não, sou o que permanece, a escolha remanescente, esse ser que, sucesso e infortunio, é o mesmo que você (re)conheceu um dia (pau que torto nasce, ...).
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Eu aqui, ela ali e não é um sentimento próximo - bastante ou distantemente próximos - mas uma constante que se desloca pra cá e pra lá, e não sei mais, nem daqui, nem dali: ela aqui, eu ali.
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Presente sem provocação nem provação sentindo novamente os tantos sentires e, assim, corpo e alma, pura comoção, é que existo de verdade: sorrise leve de como se estivéssemos acabado de fazer amor trepar nos comer ou o nome que você dá para isso. Dois corpos em (con)fusão, o momento sublime da vida é um instante, nele me detenho e existimos. Resistimos. Gozamos. Enquanto mais, tudo dói.
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'A mulher é um jogo
Difícil de acertar
E o home como um bobo
Não se cansa de jogar'
Mas eu vou me regenerar,
(quer se regenerar comigo ?)
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a cada uma dessas partes que deixei por aí, fui sendo, e i - ! (de ser)
