Friday, November 18, 2011
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a morte é dramática e dolorosa,
a morte é expansão e desânimo,
pétalas caídas
a morte é cocaína e álcool, noites loucas,
porrada na cara,
no dia seguinte é que dói
a morte é contenção e inércia
grito sofrido, soluço espremido
a morte é escura e gelada
fede a enxofre
decompõe-se vagarosamente
e até que os olhos gotejem,
e até que a garganta seque o pranto
e até que o suspiro se esvaia e deixe de
permanecer,
a morte é agora,
é aqui
hoje e para sempre
presente
no ente
doente
que
se
f
o
i
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metros
a
b
a
i x o
vagões cheios de corpos se deslocam
por baixo da terra e chocam humores
abandonados e mal acomodados
em bancos sebosos e
corrimões esprimidos
numa ressaca interminável
apertados um controutro
comprimidos no tempo/espaço
paisagem sem luz
passagem de luz
elétrica condição -
todo dia é dia
de chumbo
na rotina
sp
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